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sábado, dezembro 08, 2007

Cartas de amor de Maria Callas serão oferecidas em leilão



07/12/2007 - 14h22
Por Marie-Louise Gumuchian


MILÃO (Reuters) - Partituras musicais, vestidos glamurosos e cartas de amor de Maria Callas serão leiloados na próxima semana, oferecendo aos interessados um vislumbre das paixões particulares da diva da ópera cuja voz encantou milhões de fãs.

Colocado à venda pelos herdeiros do falecido marido de Callas, Giovanni Battista Meneghini, o material revela aspectos da vida que a cantora dividiu com o homem que ela deixou para ter um relacionamento explosivo com o magnata grego Aristóteles Onassis.

As 63 cartas escritas por Callas a Meneghini antes e depois do casamento estão sendo descritas como os itens mais valiosos oferecidos pela casa de leilões Sotheby's em Milão, com preço estimado em entre 50 mil e 70 mil euros (72.780 dólares).

Escritas entre 1947 e 1950, elas revelam a vulnerabilidade de Callas e o profundo afeto que ela nutria pelo industrial italiano 28 anos mais velho que ela, que, além de seu marido, era seu empresário.

"Deixar você seria um castigo grande demais para mim", ela escreveu depois de conhecer Meneghini em 1947 em Verona, onde sua carreira decolou com uma apresentação de "La Gioconda", de Ponchielli.

"Amor querido, o dia de nosso encontro se aproxima! Você me deseja? Sou sua!", escreveu a cantora americana de origem grega em outra carta.

Nascida em Nova York, a soprano, que apresentou-se no La Scala de Milão, tornou-se uma das figuras musicais mais conhecidas do século 20, vista como responsável, quase sozinha, pelo renascimento do "bel canto" italiano.

A coleção oferecida em leilão contém 330 objetos, incluindo material que Meneghini comprou em leilão após a morte de Callas, em 1977.

As fotos de "La Divina" são estimadas em a partir de algumas centenas de euros, e seu metrônomo está sendo oferecido por entre 1.000 e 1.500 euros.

Também será leiloada uma tigela de prata dada à cantora pelo presidente americano John F. Kennedy quando ela cantou na comemoração do aniversário dele, em 1962, numa festa que também teve a presença de Marilyn Monroe.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Leilão de pertences de Maria Callas


Sotheby's leiloa cartas e vestidos de Maria Callas em Milão

Plantão | Publicada em 24/10/2007 às 11h29m

Reuters/Brasil Online

MILÃO (Reuters) - Diversos objetos pessoais da diva da ópera Maria Callas, que vão desde cartas de amor até vestidos de noite, serão postos em leilão em Milão, em dezembro.

Os objetos, que pertencem aos herdeiros do falecido marido da cantora lírica, Giovanni Battista Meneghini, lançam luz sobre aspectos da vida que Callas dividiu com o homem a quem deixou antes de ter uma relação explosiva com o armador grego Aristóteles Onassis.

A coleção a ser leiloada pela Sotheby's inclui cerca de 295 objetos, incluindo materiais comprados por Meneghini num leilão após a morte da cantora grega-americana, em 1977, disse uma porta-voz.

Cartas de amor escritas por Callas a Meneghini, industrial italiano que era 28 anos mais velho que ela e atuava como seu empresário, serão oferecidas por entre 50 mil euros e 70 mil euros.

Fotos de "La Divina" no palco e uma delas com o presidente americano John F. Kennedy serão oferecidas por a partir de 1.000 euros. O metrônomo de seu uso pessoal terá lance mínimo entre 1.000 e 1.500 euros.

O leilão também vai incluir vestidos de noite criados pelo estilista Biki, de Milão.

Nascida em Nova York, Maria Callas tornou-se um dos maiores ícones do século 20 e é vista como responsável, praticamente sozinha, pelo renascimento do "bel canto" italiano.

Callas, que cantou no teatro de ópera La Scala de Milão, morreu em 1977, aos 53 anos.

O leilão vem atraindo interesse da Grécia, que no passado comprou relíquias antes pertencentes à soprano.

"Tudo o que posso dizer é que estamos interessados", disse um funcionário do Ministério da Cultura grego, Panayiotis Kakoliris. Ele não revelou quanto o país estará disposto a gastar, nem como o dinheiro será levantado.

Nascida com o nome Maria Kalogeropoulos, Callas apresentou-se na Grécia pela primeira vez aos 18 anos de idade. Ela é adorada mesmo por pessoas que não são fãs da ópera.

O leilão acontecerá em 12 de dezembro, e uma exposição será aberta ao público em 7 de dezembro.

sábado, setembro 15, 2007

30 ANOS SEM CALLAS


Paris faz homenagem em 30º aniversário de morte de Maria Callas


María Luisa Gaspar Paris, 15 set (EFE).- Paris faz neste mês de setembro uma homenagem a Maria Callas, que escolheu a cidade para passar seus últimos dias de vida, e cujo falecimento completa 30 anos neste sábado.

A Ópera Nacional de Paris, a Prefeitura da cidade, o Instituto Nacional do Audiovisual (INA) e a emissora privada "Rádio Classic" são alguns dos organismos e instituições que dedicarão homenagens à imortal cantora lírica durante o mês de setembro.

Nesse 30º aniversário de morte - a cantora faleceu no dia 16 de setembro de 1977, em seu apartamento na avenida Georges Mandel - a Prefeitura de Paris convocará os admiradores de Maria Callas para assistir a um documentário "sobre a vida da diva inesquecível".

A Ópera de Paris, onde Callas estreou em um espetáculo beneficente em dezembro de 1958, após ter emocionado o público nos mais importantes palcos do mundo, exibirá, por sua vez, dois documentários sobre a vida da artista.

O primeiro deles, "Callas Assoluta" - que Philippe Kohly mostrará pela primeira vez ao público - exalta a "grande dama" de voz irresistível, e retrata a história da mulher que, na opinião do cineasta, foi "um profundo gênio musical" e, ao mesmo tempo, "uma menina que quis ser a rainha de um mundo frívolo".

Já em "Maria Callas à Paris", o diretor Pierre-Martin Juban reuniu uma seleção de arquivos sobre dois momentos fundamentais de sua carreira em Paris, encabeçados pelo espetáculo de dezembro de 1958, transmitido para 100 milhões de espectadores.

A atuação marcou o início de sua história de amor com a cidade, 11 meses após a cantora deixar abruptamente o palco da Ópera de Roma no meio de uma apresentação de "Norma", de Bellini, organizada em homenagem ao então presidente da Itália, Giovanni Gronchi.

O outro episódio relata a segunda aparição da cantora na Ópera de Paris, em 1965, onde pôde oferecer apenas cinco das oito representações, também de "Norma", previstas na produção dirigida por Georges Prêtre e pelo cineasta Franco Zeffirelli.

Estes dois documentários, e um terceiro, "Maria Callas - Conversations", produzido também em 2007 por Pierre-Martin Juban, poderão ser vistos de amanhã a 19 de setembro na emissora franco-alemã "ARTE".

O mesmo canal celebra a figura da artista ao longo de todo o mês com diferentes programas, projeções e exibições de vídeos e documentários sobre a diva.

Callas foi uma cantora de rara genialidade e sentimento, que soube esculpir seu corpo e sua voz à medida de seus sonhos, e que dizia "ter sempre muito tempo", porque estava acostumada a "estar muito tempo consigo mesma".

"As pessoas devem ficar sozinhas quando preparam uma ópera, cantando a música na cabeça. Ter um mundo dentro de nós, em nossa cabeça, em nossa alma", costumava dizer ela. EFE lg rg/gs

sexta-feira, setembro 14, 2007

AS PRINCIPAIS DATAS DA VIDA DE MARIA CALLAS


O mundo comemora domingo o 30° aniversário de falecimento, ocorrido no dia 16 de setembro de 1977, em Paris, daquela que foi considerada a grande diva da segunda metade do século XX - Maria Callas. Sua voz e a tragédia da própria vida a converteram na legendária "prima donna absoluta".

Seguem as principais datas de sua vida fora do comum:

- 2 de dezembro de 1923 : Nasce em Nova York Maria Anna Sophia Kalogeropoulos, filha de um farmacêutico grego.

- 1931 : Primeiras aulas de canto.

- 1937 : Divórcio de seus pais. Viagem à Grécia com sua mãe.

- 1938 : Início na Ópera de Atenas no papel de Santuzza ("Cavalleria Rusticana" de Mascagni). Adota o nome artístico de Maria Callas.

- 6 de agosto de 1947 : Primeiro sucesso em Verona (Itália) sob a direção de Tullio Serafin.

- Abril de 1948 : Casamento com o empresário italiano Gian-Battista Menighini, que se converte também em seu empresário.

- 1950 : Substitui Renata Tebaldi no Scala de Milão na interpretação de "Aida" (Verdi).

- 8 de novembro de 1952: Debuta no Covent Garden de Londres com "Norma" (Bellini).

- 1953 : Apresenta "Medéia" de Cherubini na Scala sob a direção de Leonard Bernstein.

-1953 : Assina um contrato de exclusividade com a gravadora EMI.

- 1954 : Apresenta "Lucia di Lammermoor" (Donizetti) no Scala sob a direção musical e teatral de Herbert von Karajan. Callas emagreceu 40 quilos.

- 1955 : Série de representações de "La Traviata" (Verdi) na Scala de Milão com direção teatral de Luchino Visconti.

- 26 de outubro de 1956 : Inaugura a temporada do Metropolitan Ópera House de Nova York com "Norma".

- 1957 : Última parceria com Visconti em "Ifigênia em Táuride" (Gluck).

- 2 de jan de 1958: Desencadeia o "escândalo do século" em Roma, abandonando a representação de "Norma" após o primeiro ato.

- Maio 1959 : Discordância com o diretor da Scala, Antonio Ghiringhelli, e o do Met, Rudolf Bing.

- 1959 : Encontro com Aristóteles Onassis. Se separa de Menighini

- 1960 : Inaugura a temporada na Scala com "Poliuto" de Donizetti. Sua voz se fragiliza.

- 1961 : Se instala na França.

- 29 de maio de 1965 : Callas desmaia no final do terceiro ato de "Norma" na Ópera de Paris.

- 5 de julho: "Tosca" em Londres, última aparição de Callas numa ópera.

- 1968 : Casamento de 'Onassis com Jackie Kennedy.

- 1969 : Filma "Medéia", dirigida por seu amigo Pier Paolo Pasolini.

- 1971 : Dá uma série de cursos na Julliard School de Nova York.

- 7 de dezembro de 1973 : Último concerto em Paris.

- 16 de setembro de 1977 : Maria Callas morre em seu apartamento em Paris.

kd/mbm/sd

terça-feira, janeiro 30, 2007

MARIA CALLAS

MARIA CALLAS RICEVE IL PREMIO GRAMMY ALLA CARRIERA
LOS ANGELES (Reuters, 20 dicembre 2006) - I leggendari gruppi rock Grateful Dead e The Doors riceveranno un Grammy alla carriera nella cerimonia dell'anno prossimo, insieme con il sassofonista jazz Ornette Coleman e la cantante Maria Callas. Lo hanno fatto sapere ieri gli organizzatori.

Tra gli altri premiati ci saranno la cantante folk Joan Baez, i musicisti soul Booker T. & the MG's, e l'icona della musica country Bob Wills. Le statuette saranno consegnate a Los Angeles l'11 febbraio, durante la cerimonia di apertura dei Grammy Awards.

I premi onorari servono di solito a premiare quegli artisti che durante la loro carriera erano stati snobbati e non avevano vinto nessun premio.

L' unico artista che aveva vinto un Grammy durante la sua carriera è Booker T. con gli MG's, nel 1995. Il chitarrista del gruppo, Steve Cropper, aveva vinto un premio nel 1969 per aver scritto con Otis Redding il brano "(Sittin' on) The Dock of the Bay".

Coleman, 76 anni, aveva ricevuto solo una nomination Grammy per il suo primo album in 10 anni. Baez ha ricevuto sei nomination, ma non ha mai vinto.

Molti degli artisti premiati non potranno ricevere il premio. Jim Morrison morì nel 1971, il cantante dei Grateful Dead Jerry Garcia nel 1995, la Callas nel 1977 e Wills nel 1975. Ill batterista dei Booker T. & the MG's, fu ucciso da uno sconosciuto nella sua casa di Memphis nel 1975.