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quinta-feira, julho 22, 2010

GABRIELA MONTERO




Gabriela Montero's visionary interpretations and unique improvisational gifts have won her a quickly expanding audience and devoted following around the world. Born in Caracas Venezuela, Gabriela gave her first public performance at the age of five. Aged eight she made her concerto debut with the Simon Bolivar Youth Orchestra conducted by Jose Antonio Abreu and was granted a scholarship from the Venezuelan Government to study in the USA.

From her first contact with a piano, Gabriela has always improvised and she decided to make it public at the behest of Martha Argerich who told her not to be afraid whether people would find it improper or not.

In both recital and after performing a concerto, Gabriela often invites her audience to participate in asking for a melody for improvisations. They ask for themes from a Mozart Symphony to Star Wars and at times, even the orchestra have a chance to suggest a theme if they so wish. "When improvising," Gabriela says, "I connect to my audience in a completely unique way - and they connect with me. Because improvisation is such a huge part of who I am, it is the most natural and spontaneous way I can express myself. I have been improvising since my hands first touched the keyboard, but for many years I kept this aspect of my playing secret. Then Martha Argerich overheard me improvising one day and was ecstatic. In fact, it was Martha who persuaded me that it was possible to combine my career as a serious 'classical' artist with the side of me that is rather unique."


quinta-feira, julho 16, 2009

Músicos em trânsito: por que não tocar em Londres e nos EUA

15 DE JULHO DE 2009 - 18h20

O trauma de se conseguir um visto para entrar em países como Estados Unidos e Inglaterra chegou ao cotidiano dos músicos. A revista da BBC, edição de julho, noticia que a English National Opera, de Londres, foi obrigada a mudar os planos para uma nova produção de Cosi Fan Tutte, de Mozart.

Por João Luiz Sampaio*, em seu blog

Tudo isso porque o diretor convidado, o iraniano Abbas Kiarostami, recusou-se a passar por todo o procedimento legal necessário à obtenção de um visto de trabalho: “filas quilométricas, impressões digitais, entrevistas cansativas”, em suas palavras. Segundo Kiarostami, o mesmo visto lhe foi concedido de maneira natural em outros países europeus.

A reação das partes envolvidas é emblemática dos dois principais argumentos em torno de questão tão complexa. Para John Berry, diretor da ENO, “é uma pena vivermos em uma situação na qual alguém como Kiarostami é levado a acreditar que sua presença em nosso país não é desejada”. Já um porta-voz da Alfândega do Reino Unido respondeu que “esses procedimentos são parte crucial na segurança de nossas fronteiras e não vamos pedir desculpas por eles”.

O caso de Kiarostami não é o único. Há alguns meses, o pianista Kristian Zimerman anunciou, durante recital em Los Angeles, que não tocará mais nos Estados Unidos: entre os motivos, o problema que tem toda vez que entra no país (na verdade, a imigração cisma mesmo é com o seu piano, que ele leva em qualquer viagem).

Mais um: a Ryan Airlines está proibindo violinistas e músicos de instrumentos pequenos de levá-los a bordo, obrigando-os a despachá-los como bagagem (já imaginou você viajando a Paris e seu Stradivarius de U$ 5 milhões indo parar em Honolulu?). A opção, para quem quiser levar o instrumento a bordo, é comprar outra passagem.

Sobre o assunto, o maestro Mark Elder fez um pequeno discurso em concerto recente: “Parece que nos próximos anos o que vamos ouvir é concertos para orquestra e lap-top”. Também o pianista Grigory Sokolov abriu mão de concertos para os quais foi convidado em Londres quando soube que teria de ser entrevistado na embaixada sobre os motivos de sua viagem.

Desde 2002, ficaram célebres também casos de cantores de ópera do Leste Europeu que recusaram contratos no Metropolitan de Nova York por conta das investigações feitas pelo departamento de imigração norte-americano, que incluía entrevistas com familiares, vizinhos e amigos dos artistas. O que vocês acham?

* João Luiz Sampaio é jornalista do O Estado de S.Paulo

terça-feira, julho 07, 2009

Os pianistas devem ser bonitos como as violinistas, diz Alfred Brendel


Alfred Brendel leva as pessoas a refletirem sobre a música. Não apenas seus discípulos, também os leitores de seus livros e poemas, os ouvintes de suas palestras. Difícil encontrar alguém que haja refletido tanto quanto o pianista de nacionalidade austríaca, em seus quase 60 anos de carreira. Quanto ao repertório, concentrou-se em seus poucos favoritos entre os compositores: Haydn, Mozart, Beethoven e Schubert.

Em dezembro de 2008, Brendel encerrou a carreira no palco. "Para mim, os concertos não eram como uma droga. Pensei: não quero continuar tocando tanto tempo que se comece a notar o esforço que dar concertos representa quando se fica mais velho". Agora, ele dispõe de mais tempo, inclusive para receber honrarias. Sob o título "As Grandes Escolas Pianísticas do Presente", o Klavierfestival Ruhr, realizado de maio a julho, dedicou-lhe uma semana de homenagens, durante a qual se apresentaram quatro de seus alunos.

Um deles, Kit Armstrong, tem apenas 17 anos de idade, mas já é "um dos melhores intérpretes de Bach", segundo Brendel. Outro, Herbert Schuch, conta sobre sua primeira aula com o mestre. "Ele me disse: 'é, o senhor toca piano muito bem'. E esse foi todo o circunlóquio, daí partimos para a ação".

A experiência foi marcante: Schuch, que acabara de gravar sonatas de Franz Schubert, descartou as interpretações e reviu sua concepção sobre tudo, depois da aula com Brendel. "É sempre tudo ou nada", assim o jovem pianista caracteriza o método brendeliano. "Desde que estive com ele, ouço os pianistas com ouvidos totalmente outros."

A procura da ideia na obra
A palavra "alunos" soa fraca demais para indicar pianistas que nada mais têm a aprender do ponto de vista técnico, mas que se beneficiam com os profundos insights do mestre. No que concerne Schuch, por exemplo, Brendel louva em especial seu apurado ouvido para timbres. A intervalos irregulares, os dois pianistas se encontram na residência de Brendel em Londres, para tardes de análise musical em profundidade.

"De vez em quando, sempre que posso, tenho ajudado jovens pianistas na qualidade de colega mais velho e experiente, mas que, por vezes, penetra bastante nas minúcias." Com seus discípulos, Brendel busca o caráter imutável de cada peça: a "ideia da obra" deve vir à tona, da forma menos distorcida possível.

Alfred Brendel é considerado um dos maiores pianistas clássicos vivos. Ele nasceu em 5 de janeiro de 1931, em Vízmberk (hoje Lou? nad Desnou, na República Tcheca). Em 1950 mudou-se para Viena, e em 1970 estabeleceu-se em Londres, no bairro de Hampstead.

O virtuose aposentado tem sido presença obrigatória no festival de piano da região do Vale do Ruhr nos últimos 13 anos. Ele vê numerosos grandes talentos entre a nova geração de pianistas. Mas também exibicionistas do teclado, que mal estão em condições de executar um concerto de Beethoven decentemente.

Há algo que os jovens pianistas já têm que necessariamente trazer consigo, que não se pode lhes ensinar? "Um saudável senso de ritmo. A habilidade de perceber processos harmônicos e de reagir a eles. E a procura de um som cantábile", resume Brendel.

Além de seus conhecimentos profundos, o senso de humor é outra característica notória dessa lenda viva, apelidado "venerável presidente do alto pianismo internacional": "Se me perguntassem se gostaria de ser um jovem pianista hoje, eu diria: os pianistas jovens de hoje em dia têm algo a aprender com os violinistas. Sobretudo com as violinistas, que são tão bonitas de se olhar. Aí fica tudo tão mais fácil!"

Revisão: Roselaine wandscheer

terça-feira, junho 30, 2009

Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão tem início neste sábado

Festival terá inicio com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo no Auditório Claudio Santoro

29/06/2009 - Começa no próximo sábado, 04 de julho, as 21h00, no Auditório Claudio Santoro o 40º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão – Luis Arrobas Martins – e como tradicionalmente acontece a abertura contará com o concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) que terá como regente Victor Pablo Pérez e a participação da soprano Maria Bayo. A apresentação acontecerá no dia 04/07, no Auditório Claudio Santoro, a partir das 21h00.

No domingo, 05/07, a partir das 12h30, na Praça de Capivari, acontece a apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado sob a regência de João Maurício Galindo e a participação do solista Antonio Lauro Del Claro. Também na Praça de Capivari, a partir das 16h00, será a vez da Orquestra Juvenil da Bahia 2 de Julho sob a regência do maestro Ricardo Castro.

Também no dia o5/07, na Igreja Santa Terezinha, as 15h30, apresenta-se o Coro de Câmara da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, que contará com a regência de Naomi Munakata.

Serviço: Auditório Claudio Santoro
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – 21h00
04 de julho de 2009
Rua Dr. Arrobas Martins, 1.880 - Alto da Boa Vista
R$ 80,00
Informações: (12) 3662-2334

Praça do Capivari
Orquestra Sinfônica Jovem do Estado – 12h30
05 de julho de 2009
Entrada franca

Igreja Santa Terezinha
Coro de Câmara da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – 15h30
05 de julho de 2009
Rua Thadeu Rangel Pestana, 662 – Abernéssia
Tel: (12) 3662-1740
Entrada franca

Praça de Capivari
Orquestra Juvenil da Bahia 2 de Julho – 16h00
05 de julho de 2009
Entrada franca

domingo, maio 17, 2009

Dilettante Music

Every revolution starts with a big idea.

Ours is to create a global classical music community online.
The Dilettante members' network is integrated with the web's most comprehensive classical music data and a user-generated events calendar. These are the ingredients for a classical revolution; all you need to join is curiosity.


My Page in Dilettante :
http://www.dilettantemusic.com/member/101488

sábado, abril 04, 2009

Ópera: Festival de Glyndebourne comemora 75 anos


O festival de Glyndebourne, onde se iniciaram muitas «estrelas» do mundo da ópera, celebra este ano o seu septuagésimo quinto aniversário com duas óperas barrocas, entre outras importantes produções.

Os primeiros responsáveis do festival tinham nacionalidade alemã: Carl Ebert, como director artístico, e Fritz Bush, especialista em Mozart e no repertório alemão, como o seu primeiro director musical.

O actual director musical é, desde 2001, o maestro russo Vladimir Jurowski, ocupando o britânico David Pickard o cargo de director-geral, depois de ter trabalhado com a Orchestra of the Age of Enlightenment.

Na opinião de Pickard, o que distingue Glyndebourne de outros festivais de música é, em primeiro lugar, a beleza natural do local, em East Sussex, sudeste de Inglaterra.

Outra grande vantagem, de uma perspectiva artística, é o tempo consagrado aos ensaios, muito superior, segundo Pickard, ao de outros festivales, o que permite desenvolver uma forte ética do trabalho e, igualmente, prestar atenção a todo o tipo de pormenores, desde o vestuário até à decoração.

quinta-feira, julho 10, 2008

Minczuk rege "pecados" de Kurt Weill em Campos do Jordão

Irineu Franco Perpétuo

A trajetória começa com a preguiça, em um parque, e vai até a inveja, em San Francisco, passando por orgulho, ira, gula, luxúria e ganância. Com a participação da bailarina Ana Botafogo e direção cênica de Carla Camurati, Roberto Minczuk rege hoje, à frente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, "Os Sete Pecados Capitais", do alemão Kurt Weill (1900-1950), como parte do 39º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.


Bailarinos com Ana Botafogo, que faz participação no balé de Weill no auditório Claudio Santoro
Bailarinos dançam com Ana Botafogo, que faz participação no balé de Weill

Diretor artístico do festival, Minczuk executou a obra há dois anos, na Ópera de Lyon (França) e no Festival Internacional de Edimburgo (Escócia) -na época, o "Financial Times", de Londres, louvou a "regência soberba" do maestro. "É uma peça típica do Weill, e tem um pouco de tudo: tem leveza, tem humor, mas também é dramática e possui densidade musical", afirma.

A solista vocal é a soprano germânica Gut-Brit Brakmin, do elenco estável da Komische Oper, de Berlim, que o "Financial Times" saudou como "sensacional" em 2006. Como a duração de "Os Sete Pecados" é curta (cerca de 40 minutos de música), Brakmin canta, na primeira parte da apresentação, cinco canções de Weill (incluindo o célebre "Die Moritat von Mackie Messer"), acompanhada pelo piano do holandês John Snijders.

Com libreto do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956), "Os Sete Pecados Capitais" ("Die Sieben Todsünden") estreou em Paris, em 1933, com coreografia do lendário bailarino George Balanchine. O balé cantado narra, em tom satírico, a história de duas irmãs da Louisiana que buscam fortuna nas grandes cidades dos EUA -a cada uma das quais corresponde um pecado.

Se o papel de Anna 1 fica a cargo de Brakmin, sua irmã, Anna 2, é encarnada por Ana Botafogo, primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro -onde a produção que se apresenta hoje em Campos do Jordão foi encenada no mês passado, e cuja orquestra sobe a serra para participar da apresentação.

Até o fechamento desta edição, havia pouco mais de 20 ingressos disponíveis para o espetáculo. Na capital, as entradas podem ser adquiridas na bilheteria da Sala São Paulo (pça. Júlio Prestes, 51, tel. 0/xx/11/ 3367-9500). Estão disponíveis ainda, em Campos do Jordão, na bilheteria do Auditório Claudio Santoro.

O jornalista Irineu Franco Perpétuo viajou a convite do festival.

Os Sete Pecados Capitais
Quando: hoje, às 21h
Onde: Auditório Claudio Santoro (av. dr. Luís Arrobas Martins, 1.880, Campos do Jordão, tel. 0/xx/12/3662-2334); 12 anos
Quanto: R$ 30

domingo, maio 25, 2008

The real reason opera superstar Bryn Terfel ....

The real reason opera superstar Bryn Terfel pulled out of the most talked about show of the year

By NIC NORTH and ELIZABETH SANDERSON
Last updated at 20:00 08 September 2007


He is the opera superstar who was rehearsing his biggest ever role.

She is the uncomplaining wife who, 300 miles away, was single-handedly raising his three children.

But then their son had an accident that turned Mrs Bryn Terfel into the wife who said NO.

At Bryn Terfel's Welsh farmhouse last week, the everyday signs of family life were plain for all to see; from the swings and slides in the garden to the toy horses scattered by the back door.

terfel

Scaling down: Opera star Terfel and wife Lesley at a music festival in Wales two weeks ago

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segunda-feira, abril 21, 2008

Especialistas descobrem obra de Johann Sebastian Bach na Alemanha

Composição para órgão de Johann Sebastian Bach encontrada na Alemanha


Berlim, 15 abr (EFE) - Especialistas da Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg (leste da Alemanha) encontraram uma composição para órgão de Johann Sebastian Bach da qual só eram conhecidos até agora os primeiros cinco compassos.

A Universidade informou hoje que se trata de uma peça de Bach em cópia feita pelo compositor, organista e cantor Leipzig Wilhelm Rust (1822-1892).

Em 1858, Rust editou em 26 tomos a primeira obra completa de Bach. A Biblioteca Universitária de Leipzig tinha adquirido há algumas semanas parte do legado do musicólogo em uma casa de leilões da cidade. Os musicólogos Michael Pacholke e Stephan Blaut descobriram a peça desconhecida de Bach ao revisar o legado de Rust.

A composição foi analisada exaustivamente pelos especialistas Hans-Joachim Schulze e Peter Wollny, do arquivo de Bach em Leipzig, por isto a Universidade de Halle não tem nenhuma dúvida de que se trata de uma obra original do compositor.

O músico nasceu em Eisenach em 21 de março de 1685 e morreu em Leipzig em 28 de julho de 1750.

quarta-feira, abril 09, 2008

Roberto Minczuk


O maestro do século 21

Com talento, carisma e espírito empreendedor, o regente Roberto Minczuk renova a vida musical do Rio de Janeiro. Para vencer numa profi ssão que se reinventa, ele segue o exemplo de inovadores como Leonard Bernstein e Kurt Masur

* por João Gabriel De Lima

A Missa de Nossa Senhora da Conceição, do padre José Maurício Nunes Garcia, marcou o início de um ano que promete ser especial para o maestro Roberto Minczuk. A peça do principal compositor colonial brasileiro abriu, no último dia 6 de março, a temporada da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), que neste ano leva aos palcos do Rio de Janeiro um elenco de atrações internacionais como há muito não se via na cidade.

Entre elas, o maestro alemão Kurt Masur, a cantora americana Kathleen Battle, o violinista russo Boris Belkin, o bandoneonista argentino Daniel Binelli, o violoncelista brasileiro Antonio Meneses e o prodígio do piano Peng Peng, um chinês de apenas 12 anos.

É um espanto quando se pensa que há três anos a OSB, que já foi a mais importante do Brasil, estava totalmente sucateada. Desde a chegada de Minczuk — ou Roberto, como é conhecido no meio musical e como de agora em diante será tratado nesta reportagem —, a orquestra renovou seu quadro de músicos , quadruplicou o orçamento e voltou a tocar bem. Voraz, o regente não pretende parar por aí.

Quem canta seus males espanta, diz estudo

Quem canta seus males espanta, diz estudo

Viena, 31 de Março de 2008 - Cantar não é apenas uma das formas de expressão mais antigas do ser humano, mas também pode curar muitos males, garantem cada vez mais médicos, que recomendam a prática do canto com regularidade, embora os estudos sobre seus efeitos benéficos do canto sejam recentes.

Até pouco tempo, não existiam estudos científicos a respeito do assunto, mas resultados de pesquisas recentes confirmam inclusive que cantar deveria ser receitado pelos médicos, afirma a doutora Gertraud Berka-Schmid, psicoterapeuta e professora da Universidade de Música e Artes de Viena.
A especialista critica pais e professores que tentam proibir as crianças de cantar porque não sabem, pois assim as privam de sua capacidade de personificação e o acesso à experiência do som.

"Isso faz com que a consciência da personalidade mude, reduzindo seu desenvolvimento, porque poder levantar a voz, ser ouvido, ser reconhecido e aceito é de importância vital para um ser eminentemente comunicativo como o ser humano", afirma Berka-Schmid em declarações à revista de medicina austríaca Medizin Populär.

"Cantar é a respiração estruturada", afirma a médica, explicando o efeito fisiológico da respiração abdominal - a mais profunda -, que prevalece quando se canta e que se transforma em massagem para o intestino e em alívio para o coração. Além disso, garante a doutora, essa respiração fornece ar adicional aos alvéolos pulmonares, impulsiona a circulação sanguínea e pode melhorar a concentração e a memória.

Na opinião da especialista, cantar é um ótimo remédio para os males específicos do nosso tempo, porque equilibra o sistema neurovegetativo e reforça a atividade dos nervos parassimpáticos, responsáveis pelo relaxamento do corpo.

Cantar gera harmonia psíquica e reforça o sistema imunológico, importantes frente a problemas tão freqüentes hoje, como transtornos do sono, doenças circulatórias e a síndrome de burnout - a exaustão emocional.

As conseqüências de um estímulo nervoso excessivo são típicas dos tempos atuais, afirma a especialista: as pessoas não agüentam os próprios impulsos, se isolam, se bloqueiam e paralisam ou acumulam agressividade. Por meio da voz, o ser humano é capaz de expressar seus sentimentos de tal maneira que pode se desfazer de uma série de más sensações.

Em algumas ocasiões, isso não é possível apenas falando normalmente e, por isso, o canto desempenha um papel essencial. Lembrando o ditado "quem canta, seus males espanta", não há diferenças em cantar sozinho, em dupla, em coro ou no banheiro, assim como não importa se a pessoa desafine, garante Berka-Schmid.

O corpo é o instrumento de que dispomos para nos comunicar e jogar fora a ira acumulada. A respiração varia de acordo com as emoções, pois quem está agitado, por exemplo, tende a respirar de forma diferente de quem está triste.

( Fonte: Gazeta Mercantil - EFE )

Rodrigo Cardoso

segunda-feira, março 17, 2008

MUSICAL DE PÁSCOA - Pela Manhã Vem a Alegria

“As Paixões de Bach”


Resumo da aula de apreciação musical da Faculdade Teológica Batista de São Paulo



Trechos usados.
Paixão Segundo São Mateus - Abertura até Buß und Reu
Paixão Segundo São João - Abertura e Es ist Vollbracht ( ária de contralto)
Paixão Segundo São Marcos - Abertura








O Oratório e as Paixões

Nasceu dos dramas liturgicos da Idade Média – Lingua Latina e caráter espiritual/Bíblico – com o compositor italiano Carissimi temos o grande exemplo desta forma musical.
Possui todas as particularidades do estilo operístico :
Narração recitativa
Expressão dramática
Elementos contemplativos
Utilização de corais e orquestra.

O primeiro grande representante deste tipo de oratório foi o compositor italiano A. Draghi que chegou a escrever cerca de 40 oratórios.
Na Alemanha protestante se conhecia essa forma musical desde o séc. XVII, com Schütz, usando textos Bíblicos e acresecnetando poesias livres de caráter dramatico e lírico e se aproxima, com recitativos, árias e coral, da nova forma de cantata.

A tradição das Paixões que Bach nos deixou, deve incluir–se nessa direção.
Entre 1710 e 1720 o oratório em lingua alemã se torna um elemento muito usado na vida musical.
A música de Bach é sinônimo de ordem, pureza, de clareza e simplicidade elevada a uma potência espiritual inigualada.
A partir de 1722 Bach inicia a composição da sua Paixão Segundo São João e conforme o texto do evangelista, se caracteriza por uma dramaticidade muito mais intensa do que na obra baseada no evangelho de São Mateus, estreada em 1729.
A primeira só chegou à sua forma definitiva, depois de muitas modificacões, em 1740.

A Paixão Segundo São Mateus é dividida em duas partes – entre as quais havia o sermão – tem um caráter mais lírico e mais contemplativo, mesmo que não falte a ela o elemento dramático.

Tanto nas suas cantatas e nas paixões, como nas suas composicões puramente liturgicas ( Missa Brevis, Sanctus, Missa em Si menor) a fonte principal da inspiração de Bach são os textos e deixando de lado o feito de que nas suas paixões todos os elementos adquirem proporções monumentais, o fundamento de todas essas obras vocais é sempre o mesmo e, levando-se em consideração certa evolução pessoal de Bach no transcurso dos anos e apartando-se de qualquer possível vaidade de artista, o “Soli Deo Gloria”é o seu conteúdo e o título comum.

A obra inteira de Bach pode até ser considerada como uma exegese das mais profundas da Palvra de Deus.

Eloisa Baldin
Fonte:
La Música – Livro I
Editorial Planeta, S.A.
Calvet, 51 – 53
Barcelona

quinta-feira, março 13, 2008

Poder.música – Beethoven, seu festival e a política

Poder.música – Beethoven, seu festival e a política









O festival realizado em Bonn traz cerca de 2 mil intérpretes internacionais à antiga capital alemã. Seu tema é tanto a instrumentalização da música como a exclusão política de seus criadores.
Bonn, cidade onde nasceu Ludwig van Beethoven, dedica ao mais ilustre de seus filhos um festival internacional de música. O evento é anual e tem a Deutsche Welle como parceiro de mídia.

Em 2008 o Beethovenfest transcorre entre 29 de agosto e 28 de setembro, reunindo cerca de 2 mil músicos, alguns do mais alto escalão. Durante os quatro últimos anos, o festival focalizou a relação do cosmopolita Beethoven com determinados países. Porém este ano seus organizadores iluminarão de outra forma a obra do grande compositor.














Revivendo o passado de capital


Sob o título Macht.Musik (que tanto significa "Poder.música" como também "Façam.música") o tema deste festival é duplo. De um lado está a mensagem política que o próprio Beethoven desejava comunicar em suas criações. De outro, o recrutamento ideológico a que foi submetida sua música no século 20.

O festival também canaliza a atenção para locais politicamente marcantes da ex-capital alemã às margens do Reno, ao transformá-los em salas de concerto. Entre estes, destacam-se o antigo Salão Plenário, o Palácio Schaumburg e o grand hotel Petersberg.


Música, poder, esperança









A diretora artística do evento, Ilona Schmiel, considera que "Poder.música – Instrumentalização e exclusão" abordará assuntos altamente atuais e explosivos. Partindo do legado político beethoveniano, da forma como avaliou conteúdos políticos de sua época, procura-se enfocar as obras tanto do ponto vista da instrumentalização quanto do isolamento político dos compositores.

"Música condenada ao ostracismo, proibida, a relação atual entre música e política", exemplifica Schmiel alguns dos aspectos da temática de 2008.

Um dos pontos altos do festival é um projeto do violinista inglês Daniel Hope, dedicado a artistas internos do campo de concentração de Theresienstadt. Sob o título Música era esperança, o programa apresentado por Hope, o violista Philip Dukes e o ator Ulrich Matthes inclui obras dos tchecos Gideon Klein, Hans Krasa e Ervin Schulhoff, além de trechos de uma Prece fúnebre judaica, de Maurice Ravel.

Colunas mestras









A Nona sinfonia é, sabidamente, uma das obras beethovenianas mais instrumentalizadas politicamente. O movimento final, Ode à alegria, sobre poema de Friedrich Schiller, tornou-se um sucesso para todo tipo de evento de massa, dos festejos da reunificação alemã às Olimpíadas.

O venerável maestro Kurt Masur regerá todas as sinfonias de Ludwig van Beethoven, à frente da Orchestre National de France. O ciclo é uma das colunas mestras da programação do festival, ao lado de duas integrais do mestre alemão: a de suas músicas para balé e teatro, e a dos quartetos de cordas, interpretados pelo Quarteto Gewandhaus, de Leipzig.

Agradando a gregos e troianos

A série Campus orquestral, há oito anos co-organizada pela Deutsche Welle, trará pela primeira vez um grupo de tradição. Trata-se da Orquestra Anton Rubinstein, do Conservatório de São Petersburgo. Fundada há 146 anos, dela já saíram músicos de renome na cena erudita internacional.

Porém os apreciadores de outros gêneros musicais não ficarão de fora do Beethovenfest. Venha junto! é o título do ciclo com jovens artistas de pop, jazz, chanson e performance. Um concerto para a família trará ainda a obra Fidelio, de Beethoven, em forma de ópera de bolso. (gs/av)

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Rosto de Bach é reconstruído com uso de técnicas digitais e legistas

2/2008 - 12h08
Rosto de Bach é reconstruído
com uso de técnicas
digitais e legistas












Retrato de Sebastian Bach ao lado de reconstrução do rosto do compositor feita pela antropóloga Caroline Wilkinson

Berlim, 28 fev (EFE).- A antropóloga escocesa Caroline Wilkinson reconstruiu digitalmente o rosto do compositor alemão Johann Sebastian Bach, a pedido da Casa Museu de Bach, com sede em Eisenach (centro da Alemanha), e graças a técnicas legistas e digitais.Os resultados de sua pesquisa, que serão apresentados na segunda-feira em Berlim, relacionam os dados obtidos de retratos, medições de seu crânio e da máscara mortuária do músico (1685-1750).

A técnica legista permitiu revelar a face do compositor como um rosto largo, testa grande, incipientes entradas no cabelo e lábios carnudos, segundo as imagens antecipadas hoje pela imprensa alemã.

Wilkinson, que usou as mesmas técnicas de reconstrução facial para descobrir os semblantes de São Nicolás e do faraó Tutancâmon, reconstruiu primeiramente o crânio de Bach para, através de um programa de informática, acrescentar músculos, cartilagens, pele e pêlos, até chegar ao resultado final.

A Casa Museu de Bach explicou que em 1894 o médico alemão Wilhelm His e o escultor Carl Ludwig Seffner tentaram reconstruir o rosto de um dos maiores gênios da música européia e mestre do barroco, a primeira tentativa médica deste tipo da história.

"Estamos ansiosos para ver como ficou finalmente o rosto", afirmou o diretor do museu, Jörg Hansen, que explicou que, embora tenha seguido um processo minucioso na recriação dos músculos e dos ossos, a cor da pele, dos olhos e do cabelo do músico continuam sendo um mistério.

Hansen explicou que nos retratos conservados de Bach algumas vezes seus olhos aparecem azuis e em outras, castanhos, enquanto no caso do cabelo os pintores se inspiraram na moda da época e tomaram como modelo o rosto pintado por Elias Gottlob Haussmann.

A Casa Museu de Bach inaugurará em 21 de março, aniversário do nascimento do compositor, a exposição "Bach no Espelho da Medicina", cuja estrela será um busto de cera que mostrará o rosto do músico reconstruído.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Vesperais Líricas 2008

VESPERAL NO OLIDO

Terças-feiras - às 18h - Entrada Gratuita

SALA OLIDO
Av. São João, 473
Informações: 3223-3022, ramal 218

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Programação 2008

MARÇO

Dia 04
GIANNI SCHICCHI - Homenagem ao Ano Puccini
Rita Marques sopranos
Silvia Tessuto e Keila de Moraes mezzo-sopranos
Luciano Silveira e Gilmar Ayres tenores
Sandro Bodilon, Ary Lima e Luiz Orefice barítonos
Cláudio Guimarães, Eduardo Paniza e João de Souza Cruz baixos
Piano: Marizilda Hein
Direção Cênica: Flavio Costa

Dia 11
OPUS BRASIL ENSEMBLE
Éser Meneses oboé
Fábio Cury fagote
Marcos Aragoni piano

Francis Poulenc , André Previn e outros


Dia 18
THE JUMPING FROG – Ópera americana em I ato de Lukas Foss
Magda Painno mezzo-soprano
Sérgio Weintraub e Jordi Quelart tenores
Leonardo Pace e José Antonio Soares barítonos
José Galisa e Cláudio Guimarães baixos
Piano: Karin Uzun

Dia 25
QUARTETO DE CORDAS DA CIDADE DE SÃO PAULO
Betina Stegmann e Nelson Rios violinos
Marcelo Jaffé viola
Robert Suetholz violoncelo

F. H. Mendelssohn – Quarteto em Mi bemol Maior
G. Bacewicz – Quarteto nº 4

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ABRIL

Dia 01
GLI AMANTI DEI SOSPIRI
Rosemeire Moreira soprano
Marcello Stasi flauta traverso
Teresa Cristina Rodrigues Silva violoncelo barroco
Edmundo Horta cravo

Árias Alemãs de Georg Friedrich Haendel e de J.S.Bach


Dia 08
QUARTETO DE CORDAS DA CIDADE DE SÃO PAULO
Betina Stegmann e Nelson Rios violinos
Marcelo Jaffé viola
Robert Suetholz violoncelo

A. Mihanovich – Quarteto nº 2 (estréia mundial)
J. Brahms – Quarteto op.51, nº1


Dia 15

MOEMAÓpera em I ato de Delgado de Carvalho
Angélica Feital soprano
João do Braz tenor
Odnilo Romanini barítono
Wilson Carrara baixo
Piano e direção musical: Profª Maria Aparecida Razzetti


Dia 22

CAMERATA DA OER
Juliano Suzuki regência

Dia 29
AS MAIS BELAS ARIAS E DUETOS da ópera de Puccini
Cláudia Neves, Angélica Feital e Magali Lettieri sopranos
Rubens Medina e Miguel Geraldi tenores
Daniel Lee e Sandro Bodilon baritonos
Carlos Eduardo Marcos, baixo
Piano: André Wey Matz

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MAIO

Dia 06
QUARTETO DE CORDAS DA CIDADE DE SÃO PAULO
Betina Stegmann e Nelson Rios violinos
Marcelo Jaffé viola
Robert Suetholz violoncelo

D. Shostakovich – Quarteto nº 7
W. A. Mozart – Quarteto K. 589


Dia 13
JENUFAtrechos da ópera de Leos Janacek
Leda Monteiro e Eloísa Baldin sopranos
Eloísa Falcomer contralto
Paulo Queiroz e Miguel Geraldi tenores
Eduardo Paniza barítono
Piano: Marizilda Hein

Dia 20
RECITAL DE OBRAS CAMERÍSTICAS de Maurice Ravel
Maria Lúcia Waldow mezzo-soprano
Cássia Carrascoza flauta
Simona Cavuoto violino
Maribaldi Trisolio violoncelo
Horácio Gouveia piano

  • Chants populaires para voz e piano, Píèce em forme de Habanera para flauta e piano, Chanson Madécasses para voz, flauta, cello e piano, Trio em lá menor para violino, cello e piano


Dia 27

GALLANTRY, A SOAP ÓPERA - Ópera de Douglas S. Moore
Rita Marques soprano
Silvia Tessuto, mezzo-soprano
Walter Fawcet tenor
Sandro Bodilon barítono
Piano: Marizilda Hein
Direção Cênica: Flávio Costa

Programação sujeita à alteração