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segunda-feira, abril 21, 2008

Especialistas descobrem obra de Johann Sebastian Bach na Alemanha

Composição para órgão de Johann Sebastian Bach encontrada na Alemanha


Berlim, 15 abr (EFE) - Especialistas da Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg (leste da Alemanha) encontraram uma composição para órgão de Johann Sebastian Bach da qual só eram conhecidos até agora os primeiros cinco compassos.

A Universidade informou hoje que se trata de uma peça de Bach em cópia feita pelo compositor, organista e cantor Leipzig Wilhelm Rust (1822-1892).

Em 1858, Rust editou em 26 tomos a primeira obra completa de Bach. A Biblioteca Universitária de Leipzig tinha adquirido há algumas semanas parte do legado do musicólogo em uma casa de leilões da cidade. Os musicólogos Michael Pacholke e Stephan Blaut descobriram a peça desconhecida de Bach ao revisar o legado de Rust.

A composição foi analisada exaustivamente pelos especialistas Hans-Joachim Schulze e Peter Wollny, do arquivo de Bach em Leipzig, por isto a Universidade de Halle não tem nenhuma dúvida de que se trata de uma obra original do compositor.

O músico nasceu em Eisenach em 21 de março de 1685 e morreu em Leipzig em 28 de julho de 1750.

quinta-feira, março 13, 2008

Poder.música – Beethoven, seu festival e a política

Poder.música – Beethoven, seu festival e a política









O festival realizado em Bonn traz cerca de 2 mil intérpretes internacionais à antiga capital alemã. Seu tema é tanto a instrumentalização da música como a exclusão política de seus criadores.
Bonn, cidade onde nasceu Ludwig van Beethoven, dedica ao mais ilustre de seus filhos um festival internacional de música. O evento é anual e tem a Deutsche Welle como parceiro de mídia.

Em 2008 o Beethovenfest transcorre entre 29 de agosto e 28 de setembro, reunindo cerca de 2 mil músicos, alguns do mais alto escalão. Durante os quatro últimos anos, o festival focalizou a relação do cosmopolita Beethoven com determinados países. Porém este ano seus organizadores iluminarão de outra forma a obra do grande compositor.














Revivendo o passado de capital


Sob o título Macht.Musik (que tanto significa "Poder.música" como também "Façam.música") o tema deste festival é duplo. De um lado está a mensagem política que o próprio Beethoven desejava comunicar em suas criações. De outro, o recrutamento ideológico a que foi submetida sua música no século 20.

O festival também canaliza a atenção para locais politicamente marcantes da ex-capital alemã às margens do Reno, ao transformá-los em salas de concerto. Entre estes, destacam-se o antigo Salão Plenário, o Palácio Schaumburg e o grand hotel Petersberg.


Música, poder, esperança









A diretora artística do evento, Ilona Schmiel, considera que "Poder.música – Instrumentalização e exclusão" abordará assuntos altamente atuais e explosivos. Partindo do legado político beethoveniano, da forma como avaliou conteúdos políticos de sua época, procura-se enfocar as obras tanto do ponto vista da instrumentalização quanto do isolamento político dos compositores.

"Música condenada ao ostracismo, proibida, a relação atual entre música e política", exemplifica Schmiel alguns dos aspectos da temática de 2008.

Um dos pontos altos do festival é um projeto do violinista inglês Daniel Hope, dedicado a artistas internos do campo de concentração de Theresienstadt. Sob o título Música era esperança, o programa apresentado por Hope, o violista Philip Dukes e o ator Ulrich Matthes inclui obras dos tchecos Gideon Klein, Hans Krasa e Ervin Schulhoff, além de trechos de uma Prece fúnebre judaica, de Maurice Ravel.

Colunas mestras









A Nona sinfonia é, sabidamente, uma das obras beethovenianas mais instrumentalizadas politicamente. O movimento final, Ode à alegria, sobre poema de Friedrich Schiller, tornou-se um sucesso para todo tipo de evento de massa, dos festejos da reunificação alemã às Olimpíadas.

O venerável maestro Kurt Masur regerá todas as sinfonias de Ludwig van Beethoven, à frente da Orchestre National de France. O ciclo é uma das colunas mestras da programação do festival, ao lado de duas integrais do mestre alemão: a de suas músicas para balé e teatro, e a dos quartetos de cordas, interpretados pelo Quarteto Gewandhaus, de Leipzig.

Agradando a gregos e troianos

A série Campus orquestral, há oito anos co-organizada pela Deutsche Welle, trará pela primeira vez um grupo de tradição. Trata-se da Orquestra Anton Rubinstein, do Conservatório de São Petersburgo. Fundada há 146 anos, dela já saíram músicos de renome na cena erudita internacional.

Porém os apreciadores de outros gêneros musicais não ficarão de fora do Beethovenfest. Venha junto! é o título do ciclo com jovens artistas de pop, jazz, chanson e performance. Um concerto para a família trará ainda a obra Fidelio, de Beethoven, em forma de ópera de bolso. (gs/av)

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Rosto de Bach é reconstruído com uso de técnicas digitais e legistas

2/2008 - 12h08
Rosto de Bach é reconstruído
com uso de técnicas
digitais e legistas












Retrato de Sebastian Bach ao lado de reconstrução do rosto do compositor feita pela antropóloga Caroline Wilkinson

Berlim, 28 fev (EFE).- A antropóloga escocesa Caroline Wilkinson reconstruiu digitalmente o rosto do compositor alemão Johann Sebastian Bach, a pedido da Casa Museu de Bach, com sede em Eisenach (centro da Alemanha), e graças a técnicas legistas e digitais.Os resultados de sua pesquisa, que serão apresentados na segunda-feira em Berlim, relacionam os dados obtidos de retratos, medições de seu crânio e da máscara mortuária do músico (1685-1750).

A técnica legista permitiu revelar a face do compositor como um rosto largo, testa grande, incipientes entradas no cabelo e lábios carnudos, segundo as imagens antecipadas hoje pela imprensa alemã.

Wilkinson, que usou as mesmas técnicas de reconstrução facial para descobrir os semblantes de São Nicolás e do faraó Tutancâmon, reconstruiu primeiramente o crânio de Bach para, através de um programa de informática, acrescentar músculos, cartilagens, pele e pêlos, até chegar ao resultado final.

A Casa Museu de Bach explicou que em 1894 o médico alemão Wilhelm His e o escultor Carl Ludwig Seffner tentaram reconstruir o rosto de um dos maiores gênios da música européia e mestre do barroco, a primeira tentativa médica deste tipo da história.

"Estamos ansiosos para ver como ficou finalmente o rosto", afirmou o diretor do museu, Jörg Hansen, que explicou que, embora tenha seguido um processo minucioso na recriação dos músculos e dos ossos, a cor da pele, dos olhos e do cabelo do músico continuam sendo um mistério.

Hansen explicou que nos retratos conservados de Bach algumas vezes seus olhos aparecem azuis e em outras, castanhos, enquanto no caso do cabelo os pintores se inspiraram na moda da época e tomaram como modelo o rosto pintado por Elias Gottlob Haussmann.

A Casa Museu de Bach inaugurará em 21 de março, aniversário do nascimento do compositor, a exposição "Bach no Espelho da Medicina", cuja estrela será um busto de cera que mostrará o rosto do músico reconstruído.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Ano PUCCINI


Giacomo Puccini - (Lucca, 22 de dezembro de 1858Bruxelas, 29 de novembro de 1924) foi um compositor italiano de óperas. Dentre os compositores com óperas mais populares, é o mais novo.

Assim como a família Bach, a família Puccini produziu músicos por várias gerações, especialmente músicos de igreja. Seus antepassados foram organistas da igreja de São Martinho em Lucca, o cargo tendo passado de pai para filho na família Puccini desde o século XVIII. Dizem que seu pai, Michele, já estava à procura dos nomes femininos mais feios que pudesse encontrar: Puccini teve cinco irmãs que nasceram antes dele. Em 1858, contudo, o tão esperado filho homem nasceu, e foi batizado com o nome de Giacomo Antonio Domenico Michele Secondo Maria Puccini. Depois de Giacomo, sua mãe Albina Magi deu à luz outro menino, que recebeu o nome de Michele.

Giacomo estudou órgão com o pai até que este morreu, em 1864, quando Puccini ainda não havia completado seis anos de idade. Para seguir a tradição secular da cidade de Lucca, o governo municipal decretou que Giacomo herdaria o cargo do pai, que foi desempenhado por diversos professores que repartiam com a viúva os modestos vencimentos anuais. Puccini continuou seus estudos de órgão com seu tio, Fortunato Magi, e com Carlo Angeloni. Aos dez anos de idade começou a cantar no coro da igreja. Puccini parecia destinado a seguir a tradição da família e ser um simples músico de igreja, até que um dia, em 1876, aos 18 anos, ele ouviu a Aida de Verdi, que despertou nele um tal fogo, uma tal paixão, que ele percebeu em si mesmo um instinto musical que levava naturalmente à composição de óperas. Conseguiu então uma bolsa de estudos da rainha Margherita e, com um pouco de ajuda financeira do tio, entrou para o Conservatório de Milão, onde foi aluno de Amilcare Ponchielli. Graduou-se em 1883 com o Capriccio Sinfonico, peça que parecia anunciar um compositor de sinfonias, tamanho o brilho de sua orquestração.

Sua primeira ópera, Le Villi, foi composta em 1883 para participar de um concurso. Não ganhou o primeiro prêmio, mas chamou a atenção de Giulio Ricordi, dono da Editora Musical Ricordi, que encomendou a ele uma segunda ópera, Edgar, que foi friamente recebida quando estreou no Teatro Scala de Milão na primavera de 1889. Essas duas primeiras óperas são as únicas de Puccini que são raramente encenadas hoje em dia.

Sua terceira ópera, Manon Lescaut, que estreou no Teatro Regio de Turim a 1 de fevereiro de 1893, foi um sucesso estrepitoso, apesar da ousadia de Puccini, que utilizou uma história sobre a qual o compositor francês Jules Massenet já havia composto uma ópera poucos anos antes e que havia se tornado um sucesso internacional. O editor Giulio Ricordi tentou demovê-lo da idéia, obviamente arriscada, do ponto de vista financeiro, mas Puccini era teimoso. "Massenet trata a Manon como um francês, com minuetos e pó-de-arroz; eu vou tratá-la como um italiano, com paixão desesperada." "Por que não duas óperas? Uma mulher como Manon pode ter mais de um amante." E de fato, os instintos do compositor se provaram acertados, embora tenha gente que prefira a Manon de Massenet, mais romântica e sentimental, à de Puccini, mais quente e sensual. Massenet chegou a mover ação na justiça contra Puccini, mas no final ficou decidido que a ópera de Massenet se chamaria simplesmente Manon, enquanto que a de Puccini seria Manon Lescaut, para evitar confusão entre as duas.

A quarta ópera de Puccini, La Bohème, estreou também no Teatro Regio de Turim, em 1896, sob a regência de Arturo Toscanini, que se tornaria amigo de Puccini pelo resto da vida.

A quinta, Tosca, estreou em Roma, em 1900, e também causou sensação. Em 1905, Puccini visitou a Argentina. Um dos motivos dessa viagem pode ter sido investigar a morte de seu irmão, Michele, que ocorrera naquele país, anos antes, em circunstâncias até hoje não esclarecidas. Em 1907, viajou para os Estados Unidos, para a estréia americana de sua sexta ópera, Madama Butterfly, que se deu no Metropolitan Opera House de Nova York a 22 de fevereiro, com a presença do compositor.

A próxima ópera de Puccini, La Fanciulla del West, mostra influência de Debussy e Richard Strauss. Estreou no Metropolitan de Nova York em 1910, também sob a regência de Toscanini. Puccini estava em Nova York, na ocasião, numa segunda visita aos Estados Unidos, mas não compareceu à estréia.

Puccini comprou uma casa de campo em Torre del Lago, onde se instalou com sua esposa, Elvira Gemignani, com quem se casara em 1904. A relação dos dois foi turbulenta. Ela era ciumenta e um pouco paranóica. Acusou a empregada dos Puccini, uma moça chamada Doria Manfredi, de manter relações íntimas com o compositor, e passou a infernizar a vida da pobre garota, que acabou cometendo suicídio em 1909, bebendo veneno na cozinha dos Puccini. Uma autópsia no corpo da garota mostrou que ela era virgem, provando assim a inocência de Puccini, mas a Senhora Puccini foi parar na cadeia e obrigada a pagar uma alta soma em indenização à família da infeliz garota. Daria para compor uma ópera sobre essa tragédia pessoal, mas Puccini se absteve.

Em 1924, Puccini foi diagnosticado com câncer na garganta, e seguiu para Bruxelas para tratamento, onde morreu, a 29 de novembro do mesmo ano, deixando inacabada sua última ópera, Turandot.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Morre o compositor alemão Karlheinz Stockhausen


07/12/2007 - 16h39
Morre o compositor alemão Karlheinz Stockhausen

O compositor Karlheinz Stockhausen, morto aos 79 anos

BERLIM, 7 dez 2007 (AFP) - O compositor alemão de vanguarda Karlheinz Stockhausen morreu na quarta-feira, aos 79 anos de idade, na cidade de Kuerten (oeste da Alemanha), anunciou nesta sexta-feira a Fundação Stockhausen em comunicado.

Karlheinz Stockhausen é um dos mais talentosos e influentes compositores alemães do pós-guerra, com criações altamente complexas; suas peças são desarmônicas e abstratas o que levou um dia o jornal britânico "The Guardian" a qualificar a música de Stockhausen de "neuroticamente bela".

Nascido na cidade de Mödrath, na Renânia, a vida foi semelhante à de muitos jovens alemães de sua geração, obrigados a começar tudo do zero depois da Segunda Guerra. Após a morte dos pais em experiências traumáticas de guerra, Stockhausen passou um tempo ganhando a vida tocando em piano-bares.

Estudou Música, Literatura Germânica e Filosofia na Universidade de Colônia, transferindo-se depois para a Universidade de Bonn, onde freqüentou os cursos de Fonética e Comunicações. De 1952 a 1953, estudou em Paris com o compositor Olivier Messiaen (1908-1992), influente professor de nomes da música nova como Pierre Boulez, Iannis Xenakis e György Kurtág.

Nos anos 60, Stockhausen teve um papel decisivo no movimento Fluxus, interessado em abolir os limites tradicionais entre arte e sociedade, tendo trabalhado em Nova York com artistas de vanguarda, como Nam June Paik e Allen Ginsberg; também e desenvolveu seu interesse pelas artes visuais.

Os músicos do rock também fizeram parte de sua vida. Stockhausen esteve presente à montagem de retratos na capa do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles.

Nos anos 70, Stockhausen começou a trabalhar no ciclo de ópera épico Licht (Luz), que teve a apresentação integral em outubro de 2004. A obra consiste de sete partes intituladas como os dias da semana. O ciclo completo dura mais de 29 horas, representando a composição mais longa da história da música.