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sexta-feira, agosto 08, 2008


Ópera: Morreu maestro Nicola Rescigno

MUSICA

2008-08-05

Roma, 05 Ago (Lusa) - O maestro italo-norte-americano Nicola Rescigno, que dirigiu Maria Callas e numerosas óperas por todo o mundo, morreu segunda-feira, aos 92 anos, num hospital de Viterbo, no Norte de Itália, noticiou hoje a imprensa italiana.

Nascido em Maio de 1916, em Nova Iorque, de pais italo-norte-americanos, numa família de músicos, Nicola Rescigno iniciou a carreira de maestro em 1943, na Academia de Música de Brooklyn.

Em 1953, foi um dos três fundadores da Ópera Lírica de Chicago, onde dirigiu Maria Callas na sua estreia.

Foi, em 1957, co-fundador da Ópera de Dallas, de que seria principal chefe de orquestra até 1990.

Em Dallas, presidiu também à estreia em território norte-americano de muitos cantores líricos, como Placido Domingo, Monserrat Caballé, Joan Sutherland, Teresa Berganza e Magda Olivero, e colaborou também com o realizador italiano Franco Zeffirelli.

Ao longo da sua carreira, dirigiu orquestras na maioria das óperas de Itália e da Europa, nomeadamente em Londres, Paris, Viena, Zurique e Glynbebourne.

Nicola Rescigno residia nos arredores de Roma desde que se reformou, nos anos 1990.

quinta-feira, julho 10, 2008

Minczuk rege "pecados" de Kurt Weill em Campos do Jordão

Irineu Franco Perpétuo

A trajetória começa com a preguiça, em um parque, e vai até a inveja, em San Francisco, passando por orgulho, ira, gula, luxúria e ganância. Com a participação da bailarina Ana Botafogo e direção cênica de Carla Camurati, Roberto Minczuk rege hoje, à frente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, "Os Sete Pecados Capitais", do alemão Kurt Weill (1900-1950), como parte do 39º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.


Bailarinos com Ana Botafogo, que faz participação no balé de Weill no auditório Claudio Santoro
Bailarinos dançam com Ana Botafogo, que faz participação no balé de Weill

Diretor artístico do festival, Minczuk executou a obra há dois anos, na Ópera de Lyon (França) e no Festival Internacional de Edimburgo (Escócia) -na época, o "Financial Times", de Londres, louvou a "regência soberba" do maestro. "É uma peça típica do Weill, e tem um pouco de tudo: tem leveza, tem humor, mas também é dramática e possui densidade musical", afirma.

A solista vocal é a soprano germânica Gut-Brit Brakmin, do elenco estável da Komische Oper, de Berlim, que o "Financial Times" saudou como "sensacional" em 2006. Como a duração de "Os Sete Pecados" é curta (cerca de 40 minutos de música), Brakmin canta, na primeira parte da apresentação, cinco canções de Weill (incluindo o célebre "Die Moritat von Mackie Messer"), acompanhada pelo piano do holandês John Snijders.

Com libreto do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956), "Os Sete Pecados Capitais" ("Die Sieben Todsünden") estreou em Paris, em 1933, com coreografia do lendário bailarino George Balanchine. O balé cantado narra, em tom satírico, a história de duas irmãs da Louisiana que buscam fortuna nas grandes cidades dos EUA -a cada uma das quais corresponde um pecado.

Se o papel de Anna 1 fica a cargo de Brakmin, sua irmã, Anna 2, é encarnada por Ana Botafogo, primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro -onde a produção que se apresenta hoje em Campos do Jordão foi encenada no mês passado, e cuja orquestra sobe a serra para participar da apresentação.

Até o fechamento desta edição, havia pouco mais de 20 ingressos disponíveis para o espetáculo. Na capital, as entradas podem ser adquiridas na bilheteria da Sala São Paulo (pça. Júlio Prestes, 51, tel. 0/xx/11/ 3367-9500). Estão disponíveis ainda, em Campos do Jordão, na bilheteria do Auditório Claudio Santoro.

O jornalista Irineu Franco Perpétuo viajou a convite do festival.

Os Sete Pecados Capitais
Quando: hoje, às 21h
Onde: Auditório Claudio Santoro (av. dr. Luís Arrobas Martins, 1.880, Campos do Jordão, tel. 0/xx/12/3662-2334); 12 anos
Quanto: R$ 30

sábado, maio 17, 2008

O Coral Lírico Municipal - II Encontro de Coros Camargo Guarnieri


O Coral Lírico Municipal estará se apresentando no dia 24/05 às 17h00 , encerrando as apresentações desse dia com o espetáculo " Líricos e Populares"

Programa


Felix Mendelssohn Bartholdy
(Hamburgo, 3 de fevereiro de 1809 – Leipzig, 4 de novembro de 1847)
Salmo 42 “Wie der Hirsch schreit soli”, Opus 42
Quinteto e Coro final
solista – Elayne Casehr, soprano
Eduardo Goes - tenor
Alex Flores - tenor
Sandro Bodilon - baritono
Jang Ho Joo - baritono

Giuseppe Verdi – (Roncole, 9 ou 10 de Outubro de 1813 – Milão, 27 de Janeiro de 1901)
arranjo de Mario V. Zaccaro ( S.Paulo,1955 )
da ópera Nabuco – “Va Pensiero”

George Gershwin – (Brooklyn, 26 Setembro 1898; Hollywood, 11 Julho 1937)
arranjo de Mario V. Zaccaro ( S.Paulo,1955 )
“I Got Rhythm”
solista – Margareth Loureiro, mezzo soprano

Milton Nascimento – (Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1942)
arranjo de Mario V. Zaccaro ( S.Paulo,1955 )
“Encontros e Despedidas”

Giacomo Puccini
(Lucca, 22 de dezembro de 1858 — Bruxelas, 29 de novembro de 1924)
da ópera Turandot - “Gira la Cote”

Carl Orff
(Munique, 10 de julho de 1895 — Munique, 29 de março de 1982)
da cantata Carmina Burana
“Dulcissime , Blanziflor et Helena, O Fortuna”
solista – Berenice Barreira, soprano

Coral Lírico Municipal
regente e arranjos, Mario Valério Zaccaro
direção cênica, concepção e coreografias, Eloisa Baldin
iluminacão, figurinos e cenários, Miguel Geraldi

pianos : Maria Emília Moura Campos
Marizilda Hein

quarta-feira, abril 09, 2008

Roberto Minczuk


O maestro do século 21

Com talento, carisma e espírito empreendedor, o regente Roberto Minczuk renova a vida musical do Rio de Janeiro. Para vencer numa profi ssão que se reinventa, ele segue o exemplo de inovadores como Leonard Bernstein e Kurt Masur

* por João Gabriel De Lima

A Missa de Nossa Senhora da Conceição, do padre José Maurício Nunes Garcia, marcou o início de um ano que promete ser especial para o maestro Roberto Minczuk. A peça do principal compositor colonial brasileiro abriu, no último dia 6 de março, a temporada da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), que neste ano leva aos palcos do Rio de Janeiro um elenco de atrações internacionais como há muito não se via na cidade.

Entre elas, o maestro alemão Kurt Masur, a cantora americana Kathleen Battle, o violinista russo Boris Belkin, o bandoneonista argentino Daniel Binelli, o violoncelista brasileiro Antonio Meneses e o prodígio do piano Peng Peng, um chinês de apenas 12 anos.

É um espanto quando se pensa que há três anos a OSB, que já foi a mais importante do Brasil, estava totalmente sucateada. Desde a chegada de Minczuk — ou Roberto, como é conhecido no meio musical e como de agora em diante será tratado nesta reportagem —, a orquestra renovou seu quadro de músicos , quadruplicou o orçamento e voltou a tocar bem. Voraz, o regente não pretende parar por aí.

terça-feira, janeiro 29, 2008

The Ring Master

The Ring Master
After an absence of more than forty years, maestro Lorin Maazel is back at the Met this month, leading Die Walküre. MATTHEW GUREWITSCH chats with the one-time child prodigy about his rich and eclectic life in music.



Currently music director of the New York Philharmonic, ex of the Cleveland Orchestra and Pittsburgh Symphony Orchestra, Lorin Maazel has been a fixture on the American concert scene for so long that we are apt to forget his lifelong devotion to opera. In the coming months, however, New Yorkers are due for two forceful reminders of his prowess in that department, and both will be broadcast. After a hiatus of forty-four years, the Met has won him back for this month's strongly cast revival of Die Walküre. In June, the New York Philharmonic offers Tosca in concert form under his baton, starring principals of staged performances Maazel led at La Scala in 2006 — Hui He as Tosca, Walter Fraccaro as Cavaradossi and George Gagnidze as Scarpia

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sexta-feira, dezembro 07, 2007

Valery Gergiev

A Tour of Russian Works, Led by the Locals

Jennifer Taylor for The New York Times

Valery Gergiev leading the Kirov Orchestra and singers from the Maryinsky Theater on Tuesday

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Published: December 6, 2007

Valery Gergiev and his Kirov Orchestra, along with a planeload of choristers and soloists from the Maryinsky Theater in St. Petersburg, Russia, finished their short residency at Carnegie Hall on Tuesday evening. Their three concerts, part of Mr. Gergiev’s Perspectives series, offered a selective tour of the Russian opera and ballet repertory. Mr. Gergiev is the go-to guy for this music today. He has drilled his orchestra to produce a tremendous range of both sound and expressivity, from exquisite beauty and polish to terrifying ferocity. READ MORE

terça-feira, novembro 27, 2007


Sim, o Rio tem concerto

No fim de semana, Roberto Minczuk comandou no Rio a Orquestra Sinfônica Brasileira...

João Luiz Sampaio

Diversas visões do amor - de sua impossibilidade, seria melhor dizer - marcou a programação musical do Rio no fim de semana. No Teatro Municipal, o lado intimista de Brahms recriado pelo piano; no mesmo palco, dia depois, Don José enlouquecia mais uma vez perante a cigana Carmen; enquanto isso, no CCBB, três óperas, da jovem que engana a morte para salvar seu marido ao camponês que chega à morte enlouquecido pela ilusão do amor - passando por um casal do século 19 que sofre por não saber como agir durante a noite de núpcias. Às vezes é assim, a coincidência na programação oferece paralelos interessantes entre compositores, épocas, estilos. Mas, dentro e fora do palco, é possível ler o fim de semana no Rio de uma outra maneira. À medida que o maestro Roberto Minczuk assume a direção musical e a regência do Municipal, função que ele adiciona à de diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira, a vida musical carioca começa a passar por uma transformação radical. E as polêmicas já começam a surgir ... LEIA MAIS

segunda-feira, setembro 17, 2007

Respect at Last for Grieg?

EDVARD GRIEG was a fiercely proud Norwegian who embraced his role as a leader in the movement to foster a national identity for Norwegian music.


Time Life Pictures/Getty Images

The Norwegian composer Edvard Grieg, who died 100 years ago, wrote music profoundly influenced by his country’s history and nature.

“Norwegian folk life, Norwegian sagas, Norwegian history and above all Norwegian nature have had a profound influence on my creative work ever since my youth,” Grieg wrote in 1900 to an admiring music historian from America.

Yet Grieg routinely lost confidence in his Norwegian-inspired music when it was slighted by patronizing foreign critics, usually Germans, who thought of his works as charming but provincial.

In 1874, immersed in a challenging project to provide incidental music for Ibsen’s epic play “Peer Gynt,” Grieg complained to his closest friend, Frants Beyer, a lawyer and amateur pianist, that working on the score was excruciating. In a letter, Grieg called the rousing and melodramatic orchestral and choral episode “In the Hall of the Mountain King,” “something that I literally can’t stand to listen to because it absolutely reeks of cow pies, ultra-Norwegian-ness and trollish self-sufficiency.” A melancholic, moody man and a thoroughly decent colleague to composers he considered greater talents, he was his own toughest critic.

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Ópera Explicada

A ópera explicada pelo maestro Riccardo Muti



MANUELA PAIXÃO, Malta

Um seminário internacional de uma semana dirigido por Riccardo Muti, exclusivamente sobre ópera lírica italiana, na cidade de La Valletta, capital de Malta, constituiu a abertura oficial de um projecto único: a instituição da Mediterranean Music Academy, com sede no Antigo Hospital Naval de Bighi, no alto da colina sobre o Grande Porto desta ilha.

O seminário assumiu a forma de um curso breve, em que Riccardo Muti, um dos mais famosos maestros do mundo, trabalhou com a jovem Orquestra Cherubini, composta por músicos com idades compreendidas entre os 23 e 30 anos. A assistir às sessões esteve um público seleccionadíssimo. Apenas a 15 participantes - cantores, estudantes e profissionais, provenientes de vários países da bacia do Mediterrâneo - foi permitido que assistissem a todos os ensaios com a orquestra, oportunidade para observarem a técnica e o talento do grande regente.

Durante os ensaios da Orquestra Cherubini para a versão de concerto da ópera Don Pasquale, de Donizetti, Muti entusiasmou os 15 participantes-alunos pelo modo exigente como procura atingir o perfeccionismo musical por que ficou conhecido, estimulando os jovens membros da orquestra e os cantores de ópera " a entrarem num diálogo com cada um". Cantarolando as notas para explicar bem à orquestra exactamente o que pretendia, o maestro permitiu vários momentos de distensão e sorrisos, devido ao sentido de humor a que recorria muitas vezes para explicar melhor as suas ideias.

"Esta é uma iniciativa fantástica, porque nos apercebemos do trabalho no interior da própria orquestra, entre a orquestra e Riccardo Muti, entre a orquestra, Muti e os cantores", declarou Misak Baghboudarian, director da orquestra Sinfónica da Síria, ao Diário de Notícias. De resto, para Muti, "a presença de participantes sírios neste seminário proporciona a possibilidade de uma ponte cultural entre dois mundos, a Europa e o Médio Oriente, sendo Malta muito importante pela sua posição geográfica e política".

Os participantes assistiram ainda às provas, ensaios e ao concerto final que, além de Don Pasquale, incluiu o Stabat Mater de Pergolesi e o Salve Regina de Porpora. O seminário concentrou-se sobretudo em cinco focos: a "aula" sobre o processo para a produção de uma ópera; o ensaio com a orquestra; o ensaio com os cantores; com o coro; e a representação teatral da ópera.

No intervalo e no final destes ensaios, os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas a Muti, que partilhou o seu imenso saber no campo da preparação de espectáculos operáticos.|

domingo, setembro 09, 2007

Viúva do violoncelista Rostropovich leiloa colecção de arte



A soprano Galina Vishnevskaya, viúva do violoncelista russo Mstislav Rostropovich, anunciou que vai leiloar a colecção de arte privada do casal por não dispor dos fundos necessários para a sua conservação.

«Já não há fundos. Rostropovich morreu. Dos últimos anos da sua vida, só ganhou dinheiro num. Eu já não canto. Não há receitas. Quer dizer que tenho, de alguma forma, de mantê-la», disse Vishnevskaya à estação de rádio Eco de Moscovo.

A cantora lírica de 81 anos explicou que ela e o marido tomaram a decisão de leiloar a colecção de quase 500 obras de arte em caso de «acontecer alguma coisa» com algum deles.

O dinheiro obtido no leilão destinar-se-á às fundações criadas por ambos para ajudar os jovens músicos e cantores e também a uma organização de assistência à infância na Rússia.

A leiloeira britânica Sotheby´s, que realizará o leilão a 18 e 19 de Setembro, espera recolher mais de 13 milhões de libras (cerca de 19 milhões de euros).

A viúva de Rostropovich indicou que se trata de uma colecção «única», pelo que exige conservação, protecção, restauro e um seguro a longo prazo.

«Não fizemos uma colecção de arte, mas uma decoração para o nosso apartamento parisiense, para lá vivermos. Comprámos aquilo de que gostávamos, o que nos enchia a alma», sublinhou.

A soprano revelou que o par começou a adquirir as obras de arte - pinturas, cerâmicas, móveis e peças de loiça - quando teve de abandonar a União Soviética com rumo a Paris, em 1974, quando foram expulsos pelo regime comunista.

O casal guardava esses objectos no seu apartamento de Paris, comprado quatro anos depois de se exilar em França, e num outro em Londres.

Das obras da colecção, destacam-se várias telas de Ilia Repin, um dos melhores pintores russos, entre as quais «Bolcheviques», que nunca foi exposta.

«Ninguém o conhece. O quadro mostra um soldado do Exército Vermelho que tira o pão a um menino», descreveu.

Segundo a leiloeira britânica, a obra mais importante é um óleo sobre tela do pintor russo Boris Dmitrievich Grigoriev (1886-1939), intitulado «Os Rostos da Rússia», avaliado em mais de 1,5 milhões de libras (2,2 milhões de euros).

Outra das «jóias» do leilão será o quadro «O Tesouro dos Anjos» (1905), uma obra do pintor, etnólogo e escritor russo Nikolai Rerikh (Nicholas Roerich, 1874-1947), que adornava o apartamento de Londres.

O casal adquiriu esse quadro de mais de três metros por três em 1998, num leilão da Sotheby´s, por 287.500 libras esterlinas (424.900 euros) e agora os peritos situam o seu preço entre 800 mil e 1,2 milhões de libras (1,1 e 1,7 milhões de euros).

A viúva do músico ainda não decidiu o que fará com outra parte da colecção que se encontra na Rússia e inclui antigos manuscritos musicais que Rostropovich reunia e miniaturas que ela coleccionava.

Considerado o melhor violoncelista do século XX, Rostropovich morreu a 27 de Abril deste ano, aos 80 anos, num hospital de Moscovo.

Diário Digital / Lusa

quinta-feira, agosto 23, 2007

Liebestod - Wagner - duas versões



Birgit Nilsson , Stig Westerberg dirigindo a Swedish Radio Symphony Orchestra - anos 60



Jessye Norman, 1987 Salzburg Festival. Karajan dirigindo a Wiener Philharmoniker

terça-feira, agosto 21, 2007

Claudio Abbado

For a Maestro, Energy Is the Only Limitation


Eddie Risch/ Keystone

Claudio Abbado

LUCERNE, Switzerland, Aug. 20 — His baton kept a tight but flowing beat as his left hand, at the end of a thin wrist, went its own way, deftly sculpturing phrases and so often asking for less, less, less.

Claudio Abbado sat before the Lucerne Festival Orchestra, rehearsing Mahler’s Third Symphony last Wednesday, speaking softly in German, English and Italian to the collection of international musicians in the resident ensemble. They were closely attentive. He had only to lower his baton for them to stop playing — no calls for quiet.

And at the concert on Sunday evening, the usually staid Swiss greeted the performance with a roar. His most devoted fans, the “Abbadiani,” rained flowers down from the balcony. Clapping rhythmically, the audience summoned him back for a solo bow after the orchestra had left the stage.